domingo, 18 de novembro de 2007

Por que a mídia acha que eu sou doido?

A mídia insiste em me chamar de louco, achar que eu sofro de amnésia ou sou esquizofrênico. Não apenas a mim, mas o público como um todo. Em recente entrevista ao programa Entrevista Record, da Record News, o Djavan resolveu mostrar sua indignação para com a política. O cantor falou que perdeu a esperança no congresso e que, como congresso e governo são 'a mesma coisa', também se desiludiu com o governo. Falou também que o voto secreto é uma sacanagem, que tudo começa aí. No novo CD dele, tem uma música chamada imposto, na qual o artista desabafa.

Resumindo, o Djavan também cansou! Esse movimento dos cansados é bem por aí... Cansaram dos traficantes, dos impostos, da impunidade, da burocracia, das crianças nas ruas e não nas escolas, da corrupção, da violência... Ou seja, de problemas que o Brasil tem desde que eu me entendo por gente. Cansaram só agora?! Que estranho! O Djavan com toda a influência que possui, sendo um dos principais ídolos da classe média pseudo-intelectual metida a besta, poderia ter se manifestado, por exemplo, em 2003, quando o Senador Tião Viana (PT/AC) apresentou a PEC que propunha o fim das votações secretas.

Mas, não. Negativo! Não vi senhor Djavan, nem passeata dos universitários na paulista, nem capa de Veja, apoiando a causa. Aliás, a PEC (proposta de emenda constitucional) foi derrubada por 41 votos contrários versus 34 a favor, mais 3 abstenções. A emenda precisava de 49 votos para ser aprovada. E quem não permitiu o fim das votações secretas no congresso brasileiro? PSDBistas e PFListas. Isso mesmo! Os mesmos tucanos e demos que hoje vão às tribunas (e às câmeras) mostrar indignação para com o voto secreto, e posar de defensores da moralidade.

O Djavan cansou. Tadinho! Mas eu ainda tenho fôlego pra procurar o e-mail da jornalista que estava fazendo a entrevista. Preciso perguntar se ela acha que eu rasgo dinheiro, bato com a cabeça na parede ou chamo urubu de meu loro. A jornalista deve supor que sou doente mental ou que já esqueci a história do Brasil de 4 anos atrás. E olha que a Record ainda é a menos pior. Tem emissora que eu assisto só pra me irritar! Num próximo texto, eu cito nomes. Quero dizer, marcas. Isso dá muito pano pra manga. O governo precisa avaliar melhor pra quem entrega suas concessões públicas. Quanto a nós, não podemos esquecer que emissoras de rádio e TV receberam concessões PÚBLICAS, para poder funcionar.

6 comentários:

  1. Engraçado isso Ruan! Eu tenho o mesmo tipo de pensamento! Será q o setor de memória curta to meu cérebro pifou? Pq eu lembro de tudo isso e principalmente dos esquemas do governo do senhor FHC (eu cito ele pq é o mais próximo) como vendas de estatal por preço de banana q hj gera o mesmo preço só de lucro! Eu acho q tanto eu como vc precisamos ver isso, porque o setor de indignação do cérebro de todo mundo só se ativou agora e o nosso é meio superdotado e foi ativado bem anteriormente! Rs....

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  2. Fabrício Ogorodnik18 de novembro de 2007 20:15

    Excelente Ruan!! Concordo plenamente!! Esses artistas que querem fazer um comentário ou outro a respeito da política brasileira, são os primeiros se omitirem frente as denúncias que acompanhamos todos os dias. O mais interessante é que quando eles vão a público em uma entrevista e há alguém que faz uma pergunta do tipo ele se mostra revoltado e todos o aplaudem, entretanto, alguns dias depois aparecem fazendo propaganda de um candidato ou outro. De onde vem tanta hipocrisia?

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  3. É curioso que alguns artistas que nunca conseguiram fazer uma única música com algum conteúdo político ou social derrepente se canse de algo. Vou ouvir essa música imposto pra ver o que se trata e depois comento.

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  4. Política é sempre a mesma coisa, ou seja, uma eterna busca por interesses próprios. O partido pode ter o discurso brilhante quando não está no poder, mas quando o alcança a história é bem diferente. O importante é manter a ideologia que moveu o partido desde sua constituição, não fugindo de seus princípios básicos. Atualmente, a classe média, principalmente, se vê indignada, embasbacada e contrariada pelos altos e constantes índices de aprovação do atual governo. É como se uma venda impedisse que a maioria da população entendesse o real estado do país, a corrupção, o jogo político etc. Eles não percebem é que se essa mesma população vota em um certo candidato e o reelege, é porque algo de bom aconteceu na vida deles, algo melhorou. Mas, para a "guerreira" classe média, não, isso é símbolo da ignorância nacional geral. O fato é que a tentativa frustrada da "grande" mídia de relacionar o presidente com tudo o que de mau acontece no país, não está adiantando. A verdade é que a maioria da população não está preocupada com quem é Renan, se o voto secreto é importante ou não, ou com um desvio gramatical presidencial, o que ela quer é feijão no prato; é dinheiro, mesmo que seja pouco, no bolso; é emprego em crescimento e apoio a uma causa por tanto tempo esquecida. A "grande" mídia esquece o seu papel fundamental, o da informação imparcial, enquanto a maior parte da população recebe o que realmente lhe é fundamental: atenção.

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  5. Também concordo contigo, Ruan! Mas não é uma questão apenas de pessimismo radical, e sim pessimismo baseado em evidências atuais e históricas. Desde que o mundo é mundo esta lenga-lenga existe; desde que o mundo é mundo existem exploradores e explorados, e isso é fato! Entretanto, eu cansei de exigir e principalmente esperar um progresso por parte do nosso país, pois o povo tem a faca e o queijo na mão, mas desconhece isso ou faz vista grossa, o que é ainda pior. Podem me chamar de radical, mas o povo tem o governo que merece... Não me peçam para ter compaixão pelo povo brasileiro, pois prefiro senti-la por quem realmente não tem direto de escolha e nem por onde e como modificar uma realidade entristecedora.

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  6. Né só a mídia que acha que vc é doido não, viu meu filho. Fica a dica

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